História - CONCAIS S.A
O Porto de Santos foi a principal porta de entrada dos imigrantes europeus e asiáticos que vieram para o Brasil – sobretudo para o Estado de São Paulo do Século 19 e até meados do Século 20.
Os navios de passageiros traziam levas e mais levas de estrangeiros que vinham tentar melhor sorte nas terras brasileiras. Famílias vinham em busca de oportunidades, trazidas por embarcações que fizeram história. O Porto de Santos foi testemunha das fases que marcaram os navios de passageiros ao longo das décadas e séculos, desde a época da imigração até os tempos atuais.
No início do Século 20, a área do Cais dos Armazéns 5 e 6 – atrás do edifício da Alfândega – era a principal para atracação
dos navios de passageiros. Depois, o Cais dos Armazéns 15 e 16 foi utilizado primordialmente para atender os transatlânticos,
incluindo o Armazém IV Externo, de Bagagem.
A partir da segunda metade do Século 20, com a expansão dos vôos a jato, especialmente na década de 60, os
transatlânticos – que não mais conduziam imigrantes, mas passageiros em viagem de lazer – começaram a perder espaço para os aviões.
Mas a indústria de cruzeiros marítimos não ficou à espera de saídas – atuou em busca de soluções. Um novo conceito de viagens foi
trabalhado para substituir os antigos 'liners', transatlânticos que faziam linhas regulares, como Londres-Nova York.
Os transatlânticos foram transformados em ambientes de lazer permanente, com atrações para todas as idades - de crianças, passando
por adolescentes e adultos até para as pessoas mais idosas.
O primeiro navio a ter os passageiros atendidos pelo Concais foi o Costa Marina, no Cais do Armazém 23, vizinho ao Terminal
Marítimo de Passageiros. Mas o primeiro transatlântico a atracar no Cais do Armazém 25, do Concais, foi o português Funchal, em
2 de dezembro de 1998.
O momento era economicamente favorável, pois o Brasil havia facilitado o transporte marítimo de passageiros de um porto a outro
do País, a chamada cabotagem turística. Com a abertura do setor, por meio da Emenda Constitucional n.º 7, de 15 de agosto de 1995,
foi alterado este ponto da legislação, permitindo que transatlânticos estrangeiros fizessem a cabotagem. Os cruzeiros marítimos
começaram a crescer, ano após ano.
Ainda no início da década de 90 era proibido que transatlânticos de bandeira estrangeira conduzissem turistas de um ponto a outro do território nacional. Assim, um navio estrangeiro poderia embarcar turistas brasileiros em porto nacional, mas o roteiro teria que incluir portos do exterior – os cruzeiros marítimos não podiam ocorrer entre portos brasileiros. Naquelas condições, portanto, havia limites para a expansão do turismo marítimo brasileiro.
O Concais sempre acreditou na força dos cruzeiros marítimos. Tanto que, desde o início das operações, investiu na expansão das instalações do seu terminal marítimo de passageiros, para oferecer as condições necessárias para a ampliação desse promissor mercado.
A partir de então, o Concais atendeu dezenas de transatlânticos de companhias de navegação tradicionais. A cada temporada, atende milhares de passageiros de todo o País.
Sazonalidade
A atividade de cruzeiros marítimos no Porto de Santos ainda é sazonal. Ela se limita hoje a um período de cinco a sete meses contínuos. E nem em todos os 150 ou 210 dias há movimentação de transatlânticos. No caso santista, a temporada se ampliou consideravelmente, pois quando o Concais iniciou as atividades, a temporada se estendia a, no máximo, três meses corridos, em média com 50 dias de operação.
A taxa de ocupação anual do Concais nas últimas temporadas não ultrapassou a 35%.
Segurança e recepção de passageiros e tripulantes
O Concais disponibiliza instalações para as autoridades que atuam na recepção e segurança de passageiros e tripulantes: Codesp, Alfândega, Polícias Federal,Civil e Militar, Guarda Portuária, , Ministérios da Saúde (Anvisa) do Trabalho e Agricultura, Agências Marítimas e Armadores.
O Concais possui sistema de circuito fechado de TV(CFTV) para vigilância eletrônica e mantém pessoal de controle de acesso para garantir a tranqüilidade dos passageiros e de todos os envolvidos nas operações de atendimento aos turistas. Nos salões de embarque e desembarque de passageiros, o terminal conta com scanners e detectores de metais e, no setor de bagagens, scanners exclusivos para o embarque de malas.
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